Jurubiara Zeloso, Amigos e as Amantes

 "Os homens e as mulheres de boa aparência não vivem muito tempo..."

    PATRONO DO MÊS DE MAIO                  
         
                     Ziraldo Alves Pinto ( cartunista )
    
       Não vão dormir, coelhas garotinhas e moçoilos...

             Não sejam gulosos e não me olhem assim! 
         


      
 O desejo de ser está na escrita, a de pertencer
        ao mundo que sendo menos criativo precisa
        de gente que saiba viver, escancarar as novas
         fronteiras, rasgar corações, saber a tudo fazer.
        Toda poesia e belos escritos com primor que
        não só pertencem ao escritor mas a quem o
        ama pelas palavras e conhecimento da vida..
        Isolar-se jamais! Apenas adentrar mundo ou
        das maravilhas da alma poeta e escritora!
        Somos amantes da vida, das coisas que só
        compensam e tambem as que recompensam.
        E não basta ler tudo...meus amores...e a esta
        hora do momento a loucura, a vanguarda, a
       insana possibilidade de abrir portais e cenas
       do amanhã ´meu trilhar, e com essas ideações
       posso entreabrir a porta da literatura desse
       amanhã e compreender algo que fomenta meus
       anseios  de poetisa libertária e renovadora.
       Os outros que descubram por si mesmos o que
       aqui exponho diariamente, e ler muito e viver
       a vida não será o tudo e o TODO que realmente
       nos importa! Afe...sejam bem recebidos aqui...





 
     E TEMOS QUE FICAR ALERTAS E EVITAR DESASTRES....

     

            


                  MENINAS EU VI
         


              

                
     
             



            


              


              


          



  

  A luz do mundo é uma mulher. A Terra a outra mais amada!
               



A arte é feminina. O pincel amabilidade. A côr um só amôr!


    


       
         
       A Apanhadora do Campo de Bamboleio...


 


 
         


  
Textos

Testemunho de cenas
   Não me diga asneiras, nem que eu seja tolo, talvez mais que os comuns dos mortais, e esse gênero besta de coisas. Pois nem sequer sabem como tem sido as minhas aventuras, este meu passar pela vida ou sequer me conhecem em minhas intimidades. Mas os que tem mesmo de mim algo impostante, há muito se foram no limiar do mundo. E sei o que vi e o muito que deixei de ver. Pois dirão que sendo perdido estarei louco por mero detalhe. Quem me chamem de um desavisado, fraco, delirante enfim. Tenho o que contar, e muito!
   De certo modo adentrei um mundo diversificado, até diverso do meu conhecido ou de qualquer um. Entretanto os detalhes me escapam por se parecerem demais com sonho vivo! E parte de vocês não acreditariam se o visse in loco. Mas estive por lá, sei o que vi, do tanto que tive de passar pra retornar agora.
   O mistério maior é a minha ida para lá. Nem lembro muito dos mil detalhezinhos incomuns que me levaram a essa aventura. E todos me
dirão que realmente estive alucinando, contudo não é nada disso. Pois parece-me mais complicado revelar totalmente. Sendo é pedante de minha parte, eu iria mais longe ou só detalhava minuciosamente essa escalada de eventos que me foram propiciados. De qualquer forma eu estive longe do normal em relação à realidade que nos cerca.
   O que vi e vivenciei é intenso, gravado na mente em sua maior parte. E até comentaria mais que o certo, mesmo que Alice estivesse comigo ela jamais me tomaria de demente imaginativo. Entretanto são fatos de minha existência por lá é que me transtornam a divulgar essas coisas!
    
    A passagem de meu ser por essa localidade que são - ao que parece - muitas localidades até será tido como mágico insuperável. Tudo indica que parte de meu eu se transfigurou com isso. Estou é de certo modo embasbacado com a situação envolvida, se é que me entendem. O muito de meus hábitos agora são únicos devido ao tanto que sofri com essa experiência de vida. E foram tantos fatos e mais fatos ocorridos por esta
jornada que tal coisa me deixa desconcertado em descrever de primeira.
    Onde começa? Como se fez? Quais motivos? Estarei ensandecido?
    Entretanto tudo começou com a resposta antes da pergunta, mas me confesso impedido de falar o bastante a respeito. O que sempre me respondeu sobre essa ocasião parece efeito de uma pergunta simples: Para que isso me aconteceria? Com que meios pude voltar?  
    Certo que tenho uma certa qualidade de detetive psicológico ao rever o que significava tamanha desventura de um homem só. Tudo se soma ao fato de que sou dedicado aos estudos raros de esoterismo, e parte do que investigo me assombra por vezes. E todavia tudo parece ter um conteúdo que diz mais respeito a mim do que a qualquer outro.
Deveras eu diria que se trata de uma invenção de mundo, de algo meio relacionado à planos de qualquer ser que me foram delegados a serem investigar oportunamente. Caí na armadilha de ir à frente e nas minhas investigações andei mundo, meio mundo na verdade, numa bisca por adentrar essas realidades que parecem unas em uma só, a saber que parte disso poderia envolver os quantas, a imaginação e certo poder da vontade. Acho até que sou espécie de médium, por mais louca que me pareça essa idéia incomum. Estarei afirmando com isso que sou maluco? Não, de maneira nenhuma, mesmo que tal coisa se apresente como uma hipótese.
     Posso ter ido longe de certa feira. Mas parte de mim tem a ver com a magia de antigos manuscritos afins e minha propensão ao misticismo de qualquer forma. Minha linhagem familiar não vem ao caso, mas digo que sou descendente de magos e cientistas de nomeada antigos. Ao andar o mundo que me cercava me deparei com estranhos artefatos, e de vagos dizeres sobre locais secretos, e muitas outras coisas mais. De fato não me acho capaz de falar  mais sobre essa tendência de revelar certezas imaginárias ou não. Não creio muito em feitiço quanto mais em magia cerimonial se custos. Porém me acho na posição de um bom contista de reles mistérios.  Nem isso, apesar dos pesares, me resfria a idéia do que realmente me aconteceu há tempos atrás, há meses entretanto.
    Lembro de parte de tudo, do todo que importa pra contar. E estive me contendo a revelar o assunto por achar que parcelas de mim estão perdidas, tanto mental quanto fisicamente falando. As muitas memórias portanto estão meio que intactas, ao menos isso por ora. O tempo e o lugar estão indeléveis, mas há um certo contrasenso nos relógios e nos calendários de meu costume por estarem próximos de mim. Tudo mais que correu parece muito à uma novela sem fim, inebriada por imagens desconfortáveis. Os ambientes estão corretos nas lembranças, e no entanto o tempo e a ocasião inteira pareceu de certa feita mágica ao extremo!
    O dia estava claro, a região mortiça em que estive não  me determina o lugar nem sequer no mapa mais ordinário! Ainda agora me custa a crer no mistério sem solução de chegar algures, num outro plano de realidades indefinido por fim. Devo ter esvaído pra uma contração de tempo incorreto, ou de um espaço incrível adjunto, ao pisar um lugar e adentrar uma caverna esquisita desse local. Me lembro de máquinas. E outro tando de teto e chão impossíveis de descrever. Um tapete de relvas escuras, um céu incrédulo de tom avermelhado se fazendo incluit no ambiente que avancei. Claro que do lado de fora o meio florestal era comum, verdejante e azucrinado de pássaros comuns. Tinha de ver onde essa localização se avançava ou ia mais pra frente. Não tive jeito.
   Com suor nas mãos, rosto casando ou temendo feras imaginárias, de fato entrei por lá, sem temeridades maiores. Um certo espírito de bom desbravador me tomou as rédeas do conhecimento. Fui para dentro da caverna estranhissima, observando as máquinas alienadas pelo tempo, outras muitas um tanto psicodélicas de descrever. Tudo o mais parecia ter alguma perversa utilização ou algo mais. Não via feras ou cobras a pernoitarem ali e algo que indicasse mais que isso.  O estranho era o ar seco e bem cuidado, controlado, como se tivesse sido reduzido à um  raro conforto pra alguém bem diferente do humano ou perto disso. Mas não dei importância a tais pensamentos burlescos.

( continua )
  
Francisco Carlos Amado
Enviado por Jurubiara Zeloso em 23/04/2018
Alterado em 23/04/2018
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